Tentar adicionar 12 novos hábitos à vida. Um por vez.

Tenho acompanhado os vídeos do Matt D’Avella sobre minimalismo, que acho bem semelhante aos conteúdos do blog Raptitude, e o que ambos têm em comum é experimentar alguns hábitos novos: ler mais, destralhar alguns cantos da casa, comer mais saudável etc.

Recentemente, uma de minhas gatinhas desenvolveu asma, possivelmente por poeira e cheiros persistentes (perfumes, produtos de limpeza, incenso), e como eu também sou asmática e sei como é ruim ter dificuldade para respirar, resolvi trocar alguns hábitos aqui de casa para melhorar a qualidade de vida dela.

Comecei substituindo alguns produtos de limpeza, como o multiuso industrializado e de cheiro forte que usávamos para limpar o chão, e o Pinho-Sol que usávamos no banheiro. Na verdade, o Pinho-Sol não durou uma semana de uso aqui, porque a outra gata (não a asmática) começou a espirrar muitas vezes seguidas.

Essa alergia dela foi fácil de identificar porque o Pinho Sol foi a única coisa nova que introduzimos em casa imediatamente antes dela começar a espirrar. Já o gatilho das tosses da gatinha que tem asma está sendo mais difícil porque ela tosse mesmo deitada na cama, no meio da noite. Já fez exames que descartaram problemas no coração e bolas de pêlos entaladas em algum órgão, então restaram a alergia e a asma felina.

O caso é que depois de descartar o Pinho-Sol, lembrei do multiuso do chão que também tem cheiro forte, e quando ele acabou, não comprei mais e comecei a usar uma solução simples de água com sabão neutro (desses de lavar louça mesmo). Borrifo um pouco no pano de chão ou direto no piso e passo o pano pela casa. Achei ótimo: não mancha o chão, não fica escorregadio, não tem cheiro e é mais barato.

Gosto dessa coisa de repensar hábitos e, ao mesmo tempo que mudo minha rotina doméstica reduzindo coisas- com muita ajuda do Uma Vida Sem Lixo -, tento incorporar novos hábitos que podem melhorar minha saúde física e mental. Alguns eu já sei que preciso mesmo, como aumentar minha frequência de prática de exercícios físicos, mas há outros que podem me trazer muitos benefícios e eu ainda nem dei chance de pensar sobre eles.

Vi algumas novas ideias em um vídeo do Matt D’Avella e vou fazer alguns experimentos com eles durante 21 dias – que dizem que é o tempo que nosso cérebro leva para compreender um novo hábito. O que eu pretendo tentar:

1. Eliminar o açúcar refinado

Não tenho o hábito de consumir açúcar por adição, adoçando chás ou vitaminas com ele. Meu problema está nos doces mesmo: chocolates, bolos, pudins, tortas, docinhos, balas e toda sorte de porcarias que produzem serotonina com picos de glicose. E refrigerantes, claro. Uma desgraça na minha vida.

2. Praticar exercícios físicos com regularidade

Ano passado eu fiquei extremamente orgulhosa de mim: o ano inteiro pratiquei Muay Thai 3x por semana. Fazia aulas individuais, então como o horário já estava reservado com a professora, foi mais fácil tornar isso um compromisso, afinal, eu não podia desperdiçar o tempo dela. Continuei até março desse ano, mas precisei parar por um tempo para resolver de vez umas pendências financeiras. Pretendo voltar assim que terminar o débito que assumi e quero levar essa prática a sério, com graduações e tudo.

Enquanto isso, me matriculei numa academia perto do trabalho para não perder o condicionamento físico (só com o Muay Thai consegui perder mais de 6% de gordura). Não é a mesma coisa porque é monótono e não crio na mente o compromisso de estar lá sempre em determinado dia e horário, o que torna tudo mais fácil de sabotar.

3. Acordar cedo

Eu definitivamente não sou uma pessoa das manhãs. Se pudesse, trocava meu fuso para que as horas úteis fossem das 14h às 22h ou das 15h às 23h. Sempre preferi a noite para trabalhar e sempre me senti imprestável até às 11h da manhã. Minha mãe sabe o inferno que era me tirar da cama antes das 7h para ir à escola.

Mas sei que se acostumasse a acordar cedo eu poderia ter uma vida mais saudável e dias mais produtivos.

4. Manter um diário

Não me refiro a cadernos de tarefas como bullet journals, que já faço, mas a diários pessoais mesmo, desses em que a gente escreve sobre como foi o dia, o que estamos sentindo e o que pensamos sobre as coisas.

Durante alguns anos da adolescência eu fiz isso e amava, me sentia muito conectada comigo mesma e o autoconhecimento e amor próprio que isso me proporcionava era incrível. Ouso dizer que ter racionalizado meus pensamentos e sentimentos no papel teve um peso importante na forma como aprendi a tomar decisões e planejar os rumos da minha vida.

Definitivamente preciso voltar a fazer isso.

5. Abandonar as redes sociais

Comecei esse blog justamente porque as redes sociais estão me fazendo mal. As coisas que vejo em minhas timelines têm revelado a verdadeira personalidade de pessoas por quem eu tinha certo apreço e, que de repente, percebi terem pensamentos tóxicos e incoerentes com suas atitudes.

Porém, para poder administrar os perfis de minha empresa nessas redes, preciso manter o meu, e o que me resta é ter a disciplina de manter meus usuários ativos mas não acessar as timelines, o que tenho achado muito difícil.

O Facebook em especial, estou abandonando cada vez mais. No Instagram, tenho deixado de seguir os perfis (mesmo que de pessoas muito próximas) cujos conteúdos agridem meus valores morais. Já que ainda não eliminei o hábito de ficar checando essa timeline, que pelo menos ela tenha coisas que eu goste e que me tragam sensações boas, como perfis de livros, minimalismo, veganismo e design.

6. Fazer refeições de maneira regrada.

Sempre me dei muito bem com jejum. Fico, tranquilamente, horas sem comer de forma que não passe mal, tenha fome ou sinta cansaço. Por conta própria, tenho feito jejum intermitente em alguns dias, mas totalmente por acidente, apenas por esquecer ou não valorizar o café da manhã.

Às vezes, janto por volta de 21h30, acordo no dia seguinte e vou para o trabalho sem tomar café da manhã, almoço por volta de 14h mas às 17h já sinto fome novamente e acabo comendo biscoitos, chocolate, pão de queijo… uma derrota. Aí não tenho fome para jantar e pulo essa refeição importante.

Ou ainda, quando consigo não comer porcarias à tarde, fico apenas com o almoço, chego à noite em casa azul de fome e janto em quantidades obscenas. Gostaria muito de conseguir estabelecer uma rotina de alimentação saudável, incluindo sucos de vegetais com mais regularidade, golden milk, shakes de proteína vegetal como pré e/ou pós-treino e sem recorrer a besteiras no meio da tarde.

7. Ler todos os dias

Eu tinha esse hábito até meados do ano passado, quando, muito possivelmente por causa das eleições, comecei a acompanhar mais notícias e redes sociais pelo celular. Acabei trocando alguns períodos do dia em que conseguia ler meus livros para ler essas notícias do país, o que prejudicou bastante minha saúde mental.

Tenho tentado recuperar o hábito de ler todas as noites, antes de dormir. Aliás, a leitura da noite é o momento que mais gosto no meu dia e sempre me faz dormir melhor. Em 2016 consegui ler quase 30 livros, e essa média anual foi caindo desde então. Já estamos em agosto e eu li, até agora, apenas 8 livros. Para o meu costume, isso é muito pouco e me faz falta ler mais. Ainda mais considerando a quantidade de livros não lidos que tenho na estante, isso é uma heresia.

8. Me dedicar a algum projeto pessoal

Além desse blog, que começou há poucos dias e já gosto muito, porque retomo um hábito antigo de escrever, gostaria de ter um caderno de desenhos, que até comecei a montar (costurando do zero mesmo), mas não tive tempo ainda de terminar. A ideia de simplificar a vida com o minimalismo e práticas de redução de lixo é justamente para substituir parte do tempo de limpeza e organização da casa por atividades mais prazerosas como a do meu caderninho e do diário.

9. Meditar

Fiz pouquíssimas tentativas até hoje, todas sem sucesso. Claro que fiz errado: já deitada na cama pra dormir, ou sentada prolongando a meditação por muito tempo, ou fazendo um esforço hercúleo para não pensar em nada, o que é fisicamente impossível.

Meditação é saudável tanto para o corpo quanto para a mente e para o espírito. Sei que além dela me ajudar a reduzir a ansiedade, também será muito importante nas minhas práticas religiosas e no trato com as pessoas, porque sei que vai me tornar uma pessoa melhor, que pensa antes de falar e que fala as coisas do jeito certo, escolhendo direito as palavras e o tom de voz.

10, Eliminar glúten e lactose da alimentação

Não fiz nenhum teste para saber se tenho intolerância, mas sinto no corpo os efeitos colaterais quando como essas duas coisas. Queijo tem me feito mais mal a cada dia e glúten me deixa inchada. Eu, que já sou a presidente do país da retenção de líquidos, gostaria de melhorar tudo na minha alimentação que possa reduzir esse problema. E olha que eu já bebo mais de 2L de água por dia…

11. Reclamar menos

Eu sei que sou reclamona. Coisa besta de ficar bufando por tarefas chatas que tenho que fazer, ficar analisando tudo de errado que as pessoas fazem, tomar dores que não devem ser minhas e algumas coisas mais. Tenho consciência dos privilégios que tenho, agradeço diariamente pelas minhas condições de vida (ter saúde, poder trabalhar, poder contar com a família etc), mas acho que posso ser um pouco menos crítica com tudo e todos.

12. Procrastinar menos

Eu sou dessas que fica adiando por dias fazer uma tarefa que acho chata. Também sou capaz de acordar às 6h da manhã para ir a uma consulta médica às 9h30 perto de casa e ainda chegar atrasada (aconteceu hoje).

Tenho um certo grau de déficit de atenção que me traz alguns transtornos na vida, mas não quero usá-lo como muleta para tudo. Quero ser essa pessoa que traça alguns objetivos para seu dia e consegue cumprir todos, quando eles dependem exclusivamente de sua vontade e ação.

Esse espaço online também vai me ajudar a registrar as tentativas de incorporar cada um desses hábitos e fazer novos experimentos. Como diz o nome de uma banda que ouvi esses dias, a vida é um eterno quase, mas seguimos tentando!

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